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Teste: Porsche Panamera 4S Diesel

8/10
€ 155.285
01 Jun 2017
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Longe vai o tempo em que a Porsche sofreu mais uma das suas muitas crises, com os fundamentalistas de Zuffenhausen, que apenas têm olhos para o 911, a declararem opiniões de horror e maldizer assim que se depararam com as imagens oficiais do primeiro modelo de quatro portas da marca alemã, que até estava equipado com um motor diesel. Mas ao fim de uns tempos, muitos daqueles que tinham um 911 na garagem, mas tinham de recorrer a automóveis de outra marca sempre que queriam sair com a família sem dificuldades de espaço e um nível de conforto mais elevado, acabaram por refrear os ânimos e ceder aos encantos do Panamera.

Para esses clientes e muitos outros, a renovação do Porsche Panamera era algo muito desejado há já algum tempo. A evolução de diversas tecnologias no seio da marca e no mundo automóvel estavam a deixar este modelo cada vez mais desatualizado e, por isso, a chegada de uma nova geração era aguardada com muita expetativa. E agora, ela aqui está.

Não sabemos se foi por magia, ou mesmo por arte no desenho de automóveis, mas há algo no novo Porsche Panamera que relembra ainda mais o 911, proporções à parte, claro. Há detalhes e diversos traços que relembram o modelo mais conhecido da marca, mas numa escala completamente diferente, com um comprimento acima dos cinco metros e uma largura que quase toca nos dois, mas sem que a altura chegue sequer ao metro e meio.

Depois, há o habitáculo. O novo visual interior do Panamera inclui uma consola central com comandos táteis e um enorme monitor retangular, também tátil, que conjuga tudo o quando são comandos de personalização, o sistema de navegação, os modos de condução do Panamera, o sistema de som da Bose com surround e diversos outros. Mas no habitáculo do Panamera há outra coisa que nos cativou muito mais do que tudo isso. É que, assim que nos sentamos ao volante, o formato dos assentos desportivos, a posição do volante, as regulações da coluna da direção e quase tudo o que nos rodeia, faz-nos sentir de imediato que estamos a bordo de um 911. Claro que não é por acaso que isso acontece e se olharmos à nossa volta vamos garantidamente notar que há ali mais uns metros de área disponível do que no outro modelo, mas se nos concentrarmos apenas no posto de condução, as semelhanças são mesmo muito evidentes, incluindo o comando para ligar o motor do lado esquerdo da coluna da direção, uma vez que agora a chave (que também foi redesenhada), pode nem sequer sair do bolso das calças.

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O rodar deste comando (tipo chave) ativa o motor diesel mais poderoso de sempre da marca. Lá à frente (aqui não há semelhanças com o 911), está um colossal bloco de quatro litros de cilindrada com oito cilindros em V, uma potência máxima de 422 cavalos e uns poderosos 850Nm de binário máximo, disponíveis imediatamente a partir das 1.000 rpm. Ou seja, praticamente desde o regime em que o motor está a trabalhar, sem que lhe tenha de fazer absolutamente nada. Mas depois – de preferência depois do motor já se encontrar na sua temperatura certa – basta selecionar o modo de condução mais desportivo no comando rotativo existente no volante (igual ao do 911 e do 918 Spyder), carregar no pedal do travão, acelerar a fundo, verificar que tem muito (mesmo muito) espaço à frente e... O tempo que passa desde que larga o pedal do travão até que o ponteiro do velocímetro atinge o número 100 é de apenas 4,3 segundos.

A versão 4S Diesel que aqui lhe apresentamos tem um preço base acima dos 155 mil euros e uma lista de opcionais disponíveis bem ao jeito da Porsche, capaz de encher uma das melhores enciclopédias de pornografia automóvel. É provável que tudo aquilo que deseja faça parte dessa mesma lista. Se não fizer, a Porsche tem um departamento de personalização que pode criar algo de raiz para passar a fazer. Não são opcionais acessíveis para a maioria das pessoas e sim para aqueles que têm um poder económico compatível com a aquisição de um Panamera, mas permitem que cada uma destas unidades possa ficar perfeitamente de acordo com os seus sonhos mais loucos. No caso da unidade ensaiada, que até tem um visual consensual (quando comparadas com algumas criações que já conhecemos noutros pontos do globo), os extras presentes elevaram o seu preço final para um valor muito próximo dos 190 mil euros.

 

Texto: André Mendes

Fotos: Pedro M. Barreiros

 

Ficha técnica:

3.956 cc, V8, tração integral, 422 cv, 850 Nm

6,7 l/100 km, 176 g/km CO2

0-100 km/h em 4,3 s, 285 km/h

2.050 kg € 155.285

 

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