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Carros // Testes

Teste: Mercedes AMG E43 4Matic Station

7/10
€ 100.300
10 Jan 2018
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Deixe-me clarificar, desde já, a minha posição: este seria, num cenário perfeito, o meu ideal de carro familiar. Ou seja, esqueça o preço da gasolina e os consumos. Concentre‑se apenas nisto: um motor V6 biturbo com uma sonoridade rouca e forte, prestações fantásticas, conforto e versatilidade, espaço para a família e muita qualidade geral. Para quem tem, pelo menos, algum interesse por automóveis, é difícil idealizar muitos mais cenários que despertem tanto prazer. Ah! E até tem tração integral, caso julgue que os 401 cavalos disponibilizados são demais para serem enviados apenas para as rodas traseiras. 401 cavalos? Sim. Esta é a Mercedes AMG E43 4Matic Station, que possui um motor de 3,0 litros V6 biturbo e que representa a forma como a marca alemã decidiu aliar dois mundos que à partida parecem tão díspares: passear tranquilamente com a família e obter prestações incríveis. Esqueça os híbridos ou os modelos elétricos. Aqui é o mundo dos “petrolheads”. Respira-se gasolina do início ao fim. Pode até ser contra a corrente do mercado (ou do que nos fazem crer que o mercado pede), mas para os apreciadores (e para quem pode) é esta a carrinha a ter.

Esta é uma E Station como quase todas as outras. Há versatilidade e habitabilidade como nas restantes e embora o aspeto geral não mude muito caso encontre uma outra E com o pack estético AMG, esta é uma AMG “pura”. E isso vai notar‑se assim que aceder ao habitáculo. Os bancos específicos promovem um apoio lateral que não encontra noutras E Station e a decoração também possui detalhes, como os cintos e os pespontos no tablier em vermelho, que denunciam que esta é uma E especial. Depois, basta carregar no botão “Start” e dar vida ao V6 a gasolina que termina quaisquer dúvidas sobre a natureza da carrinha onde estamos sentados. O despertar dos seis cilindros faz-se com um som rouco e grave, encorpado, como que a anunciar o poder que vamos ter debaixo do pé direito. As jantes em liga leve de 19 polegadas que vê na imagem são opção, mas o tamanho é igual ao de série e isso é uma vantagem no conforto de rolamento, já que esta E tem um pisar mais firme do que qualquer outra, mesmo no modo Comfort. Nunca é desconfortável, como é apanágio na Mercedes, mas faz notar a sua especificidade mais dinâmica com um amortecimento mais contido. A suspensão controlada eletronicamente vai alterando o seu funcionamento consoante se muda, também, o modo de funcionamento do motor, caixa e reação do acelerador.

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E há modos para todos os gostos e feitios: Eco, Comfort, Sport, Sport+ e Individual. Se a direção apenas altera entre o modo Comfort ou Sport, tudo o resto vai sendo adaptado ao modo que selecionar. O modo Eco fá-lo poupar aqui e ali com mais eficácia, mas é o modo Comfort o que mais faz sentido usar no dia-a-dia, com um bom equilíbrio entre conforto e utilização de todos os comandos. Passando ao modo Sport, fica tudo mais reativo, incluindo a caixa de 9 velocidades, que ganha também rapidez nas passagens de caixa. Mas se quer mesmo tudo muito rápido quer nas reações quer no funcionamento, o modo Sport+ faz as delícias de qualquer um. A E 43AMG Station transforma-se de forma a fazer passagens de caixa com muito mais convicção e rapidez. O acelerador fica mais sensível e o motor mais rápido a reagir. Ou seja, depois da “senhora” familiar e tranquila, temos agora uma “menina” radical, pronta a fazer as delícias de quem procura emoção e prazer de condução. Obviamente a E Station nunca chega a ser, nem a ter, a agilidade de um carro desportivo, mas isso é se formos ao pormenor. Com esta carrinha, não serão muitos os desportivos a conseguir fugir.

Os 401 cavalos são poderosos na entrega e na forma como fazem deslocar a E Station para a frente. A tração integral (aquela sigla “4Matic” que vê na proposta que tem na mão) tem um papel importante na forma como esta E se torna divertida, mas com aquela dose de eficácia que muitas vezes pode necessitar. Os mais radicais e atrevidos fiquem descansados: é possível andar para o lado (e bem) nesta E, mas a forma como agora progride é também muito mais eficaz. Numa estrada de montanha incute confiança, mesmo que se note algum peso “extra” lá atrás devido à configuração carrinha, mas a velocidade de passagem em curva consegue ser bem elevada. Com esta dose de divertimento, a média de consumo pode ultrapassar facilmente os 20 l/100 km, mas durante o nosso teste, a média ficou nos 11,5 litros . Mas vale cada litro de combustível gasto, bem como os 112.410 euros que custa esta unidade.

Texto: Bruno Costa Silva
Fotos: Pedro M. Barreiros
Artigo completo publicado na TopGear nº 75 (Setembro 2017)

Ficha técnica:
2.996 cc, V6 biturbo, tração integral, 401 cavalos, 520 Nm
8,6 l/100 km, 197 g/km CO2
0 100 km/h em 4,7 segundos, vel. máx.: 250 km/h
1.930 kg

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