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Carros // Testes

Teste: Jaguar XJ 3.0 V6 SWB Portfolio

7/10
€ 117.899
31 Jul 2017
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Entre o processo de reformulação da gama Jaguar, as alterações estilísticas e a uniformização de todos os modelos da gama, em busca de uma imagem de família um pouco mais vincada, a marca inglesa não conseguiu evitar o mesmo problema que já acontece com diversas outras marcas, que é o facto de quase todos os modelos serem cada vez mais parecidos. Se colocarmos um XE ao lado de um XF, por exemplo, a principal diferença entre os dois será mesmo o tamanho, uma vez que estes conseguem repetir diversos detalhes entre si. Mas com o XJ já não é bem assim.

Com o Jaguar XJ tudo indicava ir precisamente na mesma direção, mas assim que olhámos para este modelo, percebemos que o XJ continua mesmo numa classe à parte. Se a grelha dianteira e os faróis parecem quase iguais, um olhar mais aproximado dá-nos a entender que estamos errados. As luzes de condução diurna contam com um desenho diferente e até o formato das óticas tem um desenho mais afastado dos outros dois modelos da gama. E depois, na traseira, vemo-nos mesmo obrigados a mudar este discurso. O XJ é o XJ e não é parecido com nenhum outro modelo. As óticas têm um desenho mais vertical, há uma enorme saída de escape oval de cada lado do para-choques, o enorme logotipo da Jaguar está instalado mesmo ao centro da tampa da bagageira e até a chapa da matrícula parece ter sido empurrada “lá para baixo”, com o objetivo de não incomodar. Os frisos cromados são elegantes e há diversos detalhes destinados a esconder os seus mais de cinco metros de comprimento.

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A elegância do Jaguar XJ está mesmo numa classe à parte e isso sente-se também quando nos instalamos no habitáculo. O padrão da decoração dos assentos é mais clássico, os detalhes criam um misto de clássico e moderno de uma forma muito elegante e até as madeiras usadas no tablier e nas portas (que muitos consideram estar fora de moda), aqui contribuem para uma imagem mais sóbria do habitáculo. Entre as novidades destacamos o painel de instrumentos totalmente digital e o novo grafismo do sistema multimédia, que já conhecemos de outros modelos da marca, mas também continua presente o comando da caixa de velocidades que se ergue assim que ligamos o motor de três litros.

O já conhecido bloco turbodiesel de seis cilindros em V, com três litros de cilindrada, uma potência máxima de 300 cavalos e um binário de 700Nm já é conhecido de outros modelos da marca, mas também uma das melhores combinações para o XJ. As prestações oferecidas são compatíveis com a elegância da carroçaria e deixa-nos com vontade de entramos numa autoestrada, sem pensar muito bem na saída que vamos utilizar. Preferimos antes ajustar o assento na melhor posição possível, escolher o que vamos ouvir através do sistema de som da Meridian, aproveitar a excelente insonorização do habitáculo de deixar-nos rolar estrada fora, assistindo apenas ao somar dos quilómetros no totalizador. A caixa de velocidades automática de oito velocidades de origem ZF, vai-se encarregar de manter o regime numa faixa de utilização igualmente tranquila, capaz de manter as médias de consumo num patamar que nem sequer nos deixe notar que estamos ao volante de um modelo que, apesar do seu tamanho, nem sequer às duas toneladas.

O nível de equipamento Portfolio é um dos mais completos da gama XJ (acima deste apenas está disponível o Autobiography, e apenas com a carroçaria mais longa), pelo que o seu recheio já é bastante completo. O seu preço de tabela fica muito próximo dos 120 mil euros com esta motorização de três litros, mas o equipamento que já inclui também já é uma lista bastante longa e nem sequer falta o sistema de iluminação totalmente em LED ou o teto de abrir panorâmico com comando elétrico.

Ainda assim, na unidade ensaiada, também podíamos contar com a presença do sistema de som da Meridian com 825w e 20 altifalantes, o sintonizador de televisão, as jantes de liga leve “Orona” de oito raios e 20 polegadas ou o cruise control com a função adaptativa e sistema de segurança a baixa velocidade, que consegue manter o XJ na sua faixa de rodagem e a uma distância segura do carro da frente, quando se encontra no meio do trânsito.

 

Texto: André Mendes (ed. 72)

Fotos: Manuel Portugal

  

Ficha Técnica:

2.993 cc, 6 cil. em V, tração traseira, 300 cv, 700 Nm

5,7 l/100 km, 149 g/km CO2

0-100 km/h em 6,2 s, 250 km/h

1.835 kg

 

 

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