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Carros // Testes

Teste: Alfa Romeo Giulia Veloce Q4

7/10
€ 55.300
01 Ago 2018
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Falar ao coração

Veloce. Só por si é uma palavra que já cria alguma emoção, ainda para mais se a tentarmos pronunciar em italiano, mesmo que algo improvisado ou atabalhoado: “Vélótchê”. Fica sempre bem! E acrescenta sempre um pouco mais de caráter desportivo, a esta que é a versão com o nível de equipamento mais dotado nesse sentido. O Giulia Veloce é também o primeiro Giulia a receber a tração integral “Q4”, mas no que respeita a classe e emoção, o Giulia nem tem que se mexer para sobressair. É algo que o modelo italiano emana mesmo parado. Não deveria ser sempre assim?

Este Giulia Veloce acrescenta ainda detalhes de malvadez, que são dignos de contemplar e voltar a olhar. E especialmente para os fãs da marca. É que esta cor azul Misano (980 euros) e as pinças em amarelo (250 euros) dão-lhe uma imagem e criam um contraste brutal. E estas jantes de 19 polegadas que vê nas imagens são as Performance, custam 1.000 euros e são a cereja no topo do bolo. É verdade que só aqui já temos mais de dois mil euros em extras, mas diga lá: não causam impacto? A sigla “Q4” atrás confirma a presença da tração integral, mas são os apêndices estéticos suplementares, como os para-choques dianteiro e traseiro específicos, as enormes entradas de ar à frente e um difusor de ar na traseira, ou os vidros traseiros escurecidos com molduras brilhantes, que confirmam que este é um Giulia Veloce.

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Já no habitáculo não difere muito de todos os outros irmãos mais “normais”, sendo de destacar os bancos em pele que oferecem uma boa posição de condução. A elevada qualidade e o excelente requinte imperam em igual dose face a todos os outros Giulia e isso é um dos pontos onde a Alfa cresceu de forma imperial. A combinação do nível de equipamento Veloce com a tração integral e uma motorização diesel só é possível optando por este bloco 2.2 com 210 cavalos aqui presente. E que combinação! Já passou aqui na TG o Giulia Veloce Q4 a gasolina, que possui um motor dois litros com 280 cavalos, mas desta feita encontramos o Giulia perfeito para quem tem necessidade de percorrer muitos quilómetros e não quer perder pitada da classe, elegância e charme que o modelo italiano exala por onde quer que passe. Bem, com este Giulia Veloce Q4 também não vai perder sequer toda a eficácia que a tração integral permite, nem a precisão que se conhece do Giulia, que com a sua direção precisa, aponta a frente de forma milimétrica para onde quiser. O chassis bem equilibrado oferece atributos suficientes para um comportamento extremamente eficaz, mas sem malabarismos, já que o ESP não se desliga. Por isso, o Giulia está projetado para ser conduzido certinho, o que pode ser um handicap para quem gosta de extrair um pouco mais da condução aqui e ali, até porque os 210 cavalos são bastante prestáveis e permitem prestações de respeito. Só que aqui a palavra de ordem é eficácia, mesmo que haja sempre tração a ser enviada para as rodas traseiras, sendo depois da responsabilidade do sistema de tração integral (que possui um diferencial ativo no eixo dianteiro) passar potência para as rodas dianteiras.

A caixa automática de oito velocidades funciona de forma suave e rápida e altera o seu modo de gestão entre rapidez, reação e suavidade, consoante se mude os modos de condução no comando “DNA”, que correspondem aos diferentes estilos de condução: Dinâmico, Normal ou modo eficiente (para economizar o máximo de combustível). Se no modo dinâmico encontramos um Giulia firme e com o motor e a caixa mais “nervosos”, o modo eficiente deixa tudo tranquilo e confortável. Qualidade, uma estética fantástica, um bom comportamento e um motor diesel competente: é o Giulia Veloce Q4 2.2 Diesel.

Texto: Bruno Costa Silva
Fotos: Pedro M. Barreiros
Artigo completo publicado na TopGear nº 80 (Janeiro 2018)

Ficha técnica:
2.143 cc, 4 cilindros, turbo, tração integral, 210 cavalos, 470 Nm
4,7 l/100 km, 122 g/km CO2
0 - 100 km/h em 6,8 segundos, vel. máx.: 235 km/h
1.445 kg

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