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Teste: Abarth 595 Pista

7/10
€ 24.800
02 Mai 2018
teste-abarth-595-pista

Que divertido!

Lembra-se do Abarth 695 XSR Yamaha que tivemos aqui na edição passada? Esse é um dos mais exclusivos Abarth, mas o que tem aqui nestas páginas não fica atrás na diversão de condução. E até lhe pode servir um pouco melhor.

A cor cinza escuro (Cinzento Record, 550 euros) que contrasta com os pormenores em amarelo (também podem ser em preto, caso escolha esta cor Cinzento Record) promovem uma imagem distinta, que os para-choques específicos também ajudam a incrementar. Temos jantes de 17 polegadas Fórmula (as únicas que se pode ter com esta edição Pista) que calçam pneus 205/45 e que ajudam no estilo.

Lá dentro, já se sabe que este Abarth não oferece a posição de condução mais convencional e requer habituação, mas o volante em pele com a marca nas 12 horas tem uma boa pega e apenas lhe falta a regulação em profundidade.

O painel de instrumentos transforma-se sempre que se seleciona o modo de condução Sport, ganhamos um painel com fundo vermelho, um gráfico com as forças G, e no manómetro da pressão do turbo ilumina-se a sigla Sport. A direção fica mais pesada, o acelerador ganha uma reação mais imediata e passamos a ter direito à totalidade dos 1,2 bares de pressão do turbo, sempre que aceleramos a fundo (no modo normal o 1.4 só faz 0,8 bares). Ou seja, no modo Sport o pequeno Abarth transforma o 1.4 T-Jet num motor bem mais interessante. O turbo IHI RHF3-P presente neste 595 Pista coloca a fasquia da potência nos 160 cavalos (na versão 695 temos um Garret que eleva ainda mais a potência deste bloco), algo que este modelo utiliza muito bem. A caixa de cinco velocidades está bem escalonada e as suspensões Koni específicas trabalham bem, num misto de postura firme q.b. sem deixar a utilização desconfortável para o dia-a-dia, como acontece noutros Abarth.

Graças à leveza do conjunto, é possível curvar a velocidades surpreendentes e serpentear numa estrada de montanha com afinco e diversão. Além disso, o escape Monza emite um ruído monstruoso (e viciante) que mais parece estarmos ao volante de um gigante V8, enquanto as passagens de caixa são acompanhadas por “rateres” incríveis. O 1.4 recupera bem desde as mais baixas rotações e sobe de forma vigorante até pouco depois das 5.000 rpm. Podemos ir além disso (o corte chega às 6.500 rpm), mas pouco ou nada se ganha. O 595 pede para ser conduzido de forma certinha, porque para além de o ESP não se desligar por completo, a distância curta entre eixos pode pregar partidas. O botão “TTC” que temos na consola central dá mais liberdade de movimentos ao pequeno Abarth com o controlo de tração a desligar-se e a obtermos um efeito de diferencial autoblocante. É preciso mais tento no pé direito, mas é quando pode retirar mais deste modelo.

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Com melhor tração do que noutros Abarth, como no 695 da edição passada, “mergulhar” com convicção para o interior da curva sempre com potência de reserva, fazem do 595 Pista uma delícia de conduzir. Mesmo em pisos molhados ou degradados. O certo é que mesmo que não chegue a esse patamar, o 595 Pista é sempre muito giro de conduzir e, especialmente, de ouvir.

Com um preço de 24.800 euros, o Pista é um brinquedo muito cativante se conseguir compreender a posição de condução e ter um 1.4 turbo que faz uma média superior a nove litros por cada 100 quilómetros. Tirando isso, só a imagem, as prestações e o som (que vale por tudo!) valem cada cêntimo que vai pagar por ele.

 

Texto: Bruno Costa Silva

Fotos: Manuel Portugal

Ensaio publicado na TopGear nº 83 Abril 2018

 

Ficha técnica:

1.368 cc, 4 cil., tração dianteira, 160 cv, 230 Nm

6,0 l/100 km, 139 g/km CO2

0-100 km/h em 7,3 s, 216 km/h

1.045 kg

 

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